17 de novembro de 2011
Gato
15 de novembro de 2011
after the darkness comes the dawn
Não quero ser radical, e reivindicar qualquer coisa de utópico, mas sistemas económicos e políticos e existem na natureza há mais tempo que nós, e pensando nisso, e no que se formou, julgo que a solução não está na criação de um sistema, essa informação surgida do vazio a muito que nos indigna e se processa em tal descriminação em relação a tantos, que os outros, sorriem, pois, claro, também eu sorriria se na posição deles me encontrasse.
Deixemo nos de merda, isto é, a dependência destes sistemas cria, e novamente, origina do vazio, ou de informação inexistente, uma bola de fogo que não cessa, e contamina a humanidade. Para se com esta merda, e que se dedique tempo à pratica de boas condutas, e porquê? Tal criação, do vazio, ou de dados adquiridos que originam qualquer coisa será mais correcta. Se eu não roubar não preciso de policia, e se o individuo necessitado tiver problemas "dar-lhe-ei" ,não dando está claro, dignidade o suficiente para puder sustentar a si e aos seus sonhos. E se o bandido for um assassino, recuso me a pensar nisso, na roda das emoções teria disciplina para controlar esses mais primitivos instintos. Nada de contradições , moral e ética, ou só ética, é um assunto complicado, e não quero entrar em grandes deambulações filosóficas, pelo o que prefiro ir directo ao assunto, e dizer que, neste período da evolução restam duas saídas, a da criatividade positiva e a negativa, escolham um caminho.
3 de novembro de 2011
Sem imaginação, saiu..abraço
1 de novembro de 2011
Reminiscências
lugar negro, sombrio, assombrado,
recordo as noites secas de alegria
sem luz, sem vida, despidas.
Nada mudou desde ontem
e o presente conta o bem,
esperança vã de acreditar
que o futuro há-de mudar.
Não se vanglorie as coisas boas
em momentos de exaltação
guardar pequenos momentos,
guardá-los, com paixão.
E devagar e sem resposta,
desejo de novo contornar
mas não vale a pena fugir
ao que é o nosso sentir.
Desvaneio durante a formação
Chove no horizonte
Falsa tempestade no céu
Vagueia agua no monte
Esconde o oceano o véu
Não temerá a escravidão
Aquele que libertar o espírito
Todo o tédio será vão
Nada existe, senão rito
29 de outubro de 2011
Poema Antigo
Pudesse o corpo desistir
E a luz da mente perder-se.
Toda a sanidade
Alastra-se infiltrada no negro cosmo,
Em silêncio absoluto
Sempre ressonando a mesma melodia.
Futil procurar a beleza
Quando em cada canto ela se dispõem,
Despe a sua pele tímida
Deixando-se nua ao olhar.
Mas beleza essa requintada
Que o leve respirar disssipa o sentido
E o desejo por viver
Não é mais que o louco desejo de alcançar.
Vigorosa é a viagem,
O cume alto e bravio
É no cimo dos altos montes
Que beijam o céu
Esticando o corpo inocentemente
Ao sabor da natureza aleatória
Que o tempo fez existir.
E, enquanto subo as encostas ingremes,
O mundo selvagem encontra o meu,
E todas as sombras imaginárias
Tornam-se reais.
A montanha não é mais montanha
Mas um longo labirinto,
Onde se entra
Sem saber se se sai.
24 de outubro de 2011
Parque de Diversões
24 de junho de 2011
Sossego
Comboio.
Nada para fazer.
Entendiado. Eu entendeio-me, Tu entedeias-te. Eles entendeiam-se.
Aborrecimento.
Aborrecido.
Tédio
Fazer tempo.
Esperar..
25 de abril de 2011
Ying Yang
Sorrio enamorada por este ar que me circunda e que me eleva ao um clímax sentimental puro. Sinto a paz a entrar pelos poros da minha pele que arrebata e me prende neste paraíso. Como um avião de destino paradisíaco que voa livremente sobre um mar tumultuoso. Entro determinada pelas ondas que saciam a fome do toque aveludado de uma rosa. Envolta naquelas partículas transparentes que me elevam ao azul celestial e me deitam docemente no primeiro novelo branco que encontram. Enrosco-me num abraço apertado de forma a sentir aquele algodão em mim.
Oh que dor deliciosa que brota em mim como feridas abençoadas.
13 de abril de 2011
10 de março de 2011
Viva La ....
Chega!
A história do nosso herói, ou pelo menos o assunto que aqui nos trás, começa à cerca de dez anos atrás, quando ainda era um reputado Bispo. Bastante respeitado por toda a igreja, surgiam boatos que haviam planos para o tornar Cardeal. Já nessa altura, o Bispo estava relutante se havia escolhido ou não um caminho adequado. Já com cinquenta anos, pesava-lhe na cabeça os textos literários que tinha lido, aquém do que a igreja o ensinara. Na verdade, a sua crença desvanecera, ou em menor grau, tornara-se uma frágil folha que ao libertar-se da velha árvore demorava a pousar em terreno duro para a próxima transformação, vagueando ainda nos lençóis do vento, que nem sempre tornava o seu destino agradável. Não perdendo em qualquer dos casos a certeza que na mesma se encontrava um grande grau de verdade, duvidava em toda a palavra proclamada pela instituição a que pertencia. Já não reconhecia o respeito que outrora acreditara haver. A humildade e a altruismo que a mesma defendia, via-as como simples construções teatrais, para que nos bastiadores as grandes decisões fossem tomadas, sem que o publico soubesse a verdade, pois nas peças os autores esforçavam-se para representar o seu papel, e quanto mais afinco e dedicação, mais os seus actos eram tidos como certos e adequados. Chegara-se mesmo ao ponto, em que tal era a tamanha eloquência, que a representação misturava-se com o real, e na miscelânea, a loucura tomava a sanidade, não se compreendendo em concreto o que estaria a ser representado. Foi neste contexto que o bispo decidira-se retirar.
As razões que levaram o nosso personagem a tomar essa mesma decisão ficam aquém da nossa tentativa de explicação. Não é possível esboçar um quadro que preencha tais requisitos com as evidências que foram possíveis "juntar".
Ao chegar ao monte recordou-se dos tempos de criança, pelas palavras do próprio "tanto tempo de vida citadina fez-me esquecer as mais belas manhãs de abril após a chuva nocturna, a natureza que os meus olhos já pouco visitavam nos dias agitados foram atingidos como um relampago na paisagem aberta". De seguida, descreve
______________________________________________________________
Que horrivel! Jamais voltarei a escrever.
19 de fevereiro de 2011
O mundo estava Vazio
12 de junho de 2010
Transcendência
Sinto-me confusa, enrolada nos meus próprios pensamentos, nas minhas próprias palavras, nos meus próprios sonhos.
Sento-me cabisbaixa, mãos entre os joelhos, olhar vidrado nas pedras desta calçada, mais preocupado em fitar os relevos irregulares e geométricos do chão que piso.
Ouço o vento que me atravessa e faz esvoaçar os cabelos soltos, livres, sem limites... que me acariciam a face e me abraçam o pescoço.
Cheiro o sol que bate em mim, em cada centímetro de mim, e me clona no chão... tamanha personagem prisioneira a mim e a este chão que me pisa.
Saboreio o ar que respiro, absorvendo toda a sua imensidão, toda a sua simplicidade, todo o seu poder.
Tudo à minha volta permanece numa beleza estática e intemporal, como se o mundo estivesse em pausa, enquanto eu apreciava sozinha a sua beleza... Levanto e caminho neste chão, levando a vontade, o vento, as pedras da calçada, a sombra e o ar. Um só ser único! Sinto-me envolta em magia, leve, pura, com um poder incalculável que nem eu nem ninguém poderá alguma vez quantificar! Fecho os olhos e deixo-me levar pelos trilhos que o vento constrói para mim, simplesmente para eu passar! As flores curvam-se perante mim e oferecem-me as suas pétalas, tamanha dádiva que forma a ponte para o paraíso. Caminho descalça neste chão aveludado e perfumado que ganha cor à minha passagem. E... voo... Perco o sentido ao momento, perco o rumo do vento, perco a vontade do sol, perco o pensamento... Flutuo vazia no vazio que me circunda. Deixo de sentir o ar que me toca, de ver a cor do meu corpo, de cheirar este mundo.
Desapareço no ar como a névoa da manhã. Silenciosa... Subtil... Em paz... Feliz...
E acordo...
8 de fevereiro de 2010
Brilhava
Entre as paredes castanhas, de carvalho antigo, sobre uma mesa que completava o carácter pobre e rústico da velha cabana. Na cama, que chegava a altura dos joelhos, gemia um corpo desassossegado. Berrando sem palavras sons que ardiam em chamas como o crepitar da raiva do fogo engolindo toda a montanha para tocar o céu. As palavras eram incompreensíveis mas agitadoras. Ao seu lado, uma velha senhora acariciava o seu rosto cantando uma lira apaziguadora. Não eram palavras, mas distinguíveis os sons que libertava. A velha mulher entoava numa velha linguagem que à muito não se ouvia, e que retornava, no momento em que o corpo se torcia e se perdia no mar turbulento. A cada momento que passava, o corpo contorcia-se mais, tornando a voz mais pesada, grave e agressiva.
O silêncio ao redor era absoluto, as árvores, debaixo da noite que afugentava o olhar divino com as nuvens negras tempestuosas, permaneciam paradas no tempo.
O vento deixara de soprar. Os pássaros ouviam ansiosos. A luta começava.
Ressoava, no bosque infinito, a voz grave e violenta, apaziguada na musica doce e terna.
31 de janeiro de 2010
Um Momento Efémero
É então que ouço a porta da rua a bater, como um chamamento ou encantamento que me envolve naquele momento e me faz sorrir. O rádio que passa os dias mudo de repente, ganha magia e liberta o pó acumulado pelos séculos preenchendo a casa de notas. Juntamente com o bater ritmado do meu coração ouço os suaves toques no soalho que vais deixando à medida que passas. Hummm... Sinto um leve perfume rosal bem perto de mim, assim como a tua respiração que me dá o alerta da tua existência. Sorrio... e sinto um leve toque veludado e quente nos meus lábios que me provoca um chorrilho de conceitos que até ali se encontrava adormecido no meu ser. Encaixas-te em mim como se de peça de puzzle perdida no tempo se tratasse. E vivemos ali os dois, eternamente, naquele paraíso improvisado onde só o nosso coração se ouve no meio dos ecos da paixão. Como tudo começou, tudo acaba e perco o sentido ao mundo e à tua presença. E... abro os olhos...
Atordoada com os pensamentos que assolam freneticamente nesta mente confusa, olho em redor à procura de um pedaço da tua existência. Serias um sonho?
Talvez sim... talvez não... Mas ficarás para sempre marcado neste espaço. Tão meu... Tão teu... Tão nosso!
17 de novembro de 2009
Dúvidas
Observo atentamente as pessoas de outrora... Tão distantes... Tão diferentes... Será que perdemos? Não faço ideia. Confusões, distracções, falta de fé!
Porque será que só abrimos os olhos quando as perdas nos são esfregadas na cara? Porquê... Enfim... Temos que continuar a conviver lado a lado com as nossas decisões.. Quer tenham sido certas... Ou não...
10 de novembro de 2009
Houvera sempre antigos Reinos
onde a embriaguez dotava o espírito,
e o ponto isolado do espaço
era estrela sombria do universo.
Houvera pouco por onde andar
quando a razão perecia
e o espírito da verdade
sucumbia à decadência.
É hora de acordar,
de usar os cinco sentidos,
sentir a efémera evidência,
que perdurará infinita,
no profundo céu azul.
12 de outubro de 2009
Não seria necessário muito...
Não seria necessário muito, fosse eu uma virtude e o meio a minha razão. A minha certeza demonstrável axiomaticamente. E alma adormecesse num velho recanto, onde ninguém vai, onde ninguém procura, escondida, desaparecida, levando consigo aquele dia fresco e suave, quando o sol aquece e não queima, e o momento belo e sublime, aquele onde os sentidos inebriados trazem à terra o paraíso continuamente prometido.
Não seria necessário muito, se a procura dos conceitos inúteis, minúsculos ao olhar infinito do oceano, permanecessem invisíveis ao corpo mais sensível. Não seria necessário muito, não cantassem as estrelas, em vozes continuamente intermitentes, a frustração de estar longe, demasiado longe, de tudo aquilo que nos liga.
29 de setembro de 2009
Existe no Ar
Existe no ar uma certa opressão; Uma poluição escondida que invade as almas e as proibe-as de se vestirem da sua formosa e simples natureza. Confude-as. Dando-lhes uma falsa virtude desdenhando as suas ideias, repetindo as verdades em torno de uma lógica circular.
É cedo, e o mundo nasce aos meus pés; A manhã, ligeiramente temperada, com um gosto humido de um dia que se promete quente, encontra o meu rosto desengonçado, perene, enfrentando o infinito e imensidão de luz que o sol decide trazer. O dia expande-se, contorna-se em meu dorso, somos um, eu e ela, eu e o mundo, eu e as pessoas. Um uno heterogéneo, pertencentes a uma mesma epopeia, um sonho, um desvaneio, que se repete e repete, num ciclo perfeito, quase lógico, quase racional, não houvesse no seu ventre a inconstância, a emoção, o sentimento; Não houvesse nesse estreito caminho, no mergulho infinito da repetição, o momento livre, de opção instântanea; Compreender que existir é descobrir, que desistir não é falhar, e que morrer é viver.
